segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Falando de morte.

Tentei me conter, mas as coincidências foram tantas, que não pude fugir ou morrerei asfixiada caso não fale disso.

No ano passado li o 2° livro da escritora chinesa Xinran,traduzido para o português, ela tem 3. Xinran é uma das minhas escritoras preferidas. Então...quando li Enterro Celestial, fiquei estarrecida com a visão daquele povo frente a morte.

Há pouco tempo, li o livro Doidas e Santas , de Marta Medeiros, uma cronista gaúcha, que numa de suas crônicas fala sobre a morte como surpresa, por todas as coisas que deixamos pelo caminho, quando vamos embora e na dor que provoca nas pessoas que nos amam.

Logo em seguida li o Ave Cristo, de Chico Xavier, que nos remete ao tempo das festa em Roma onde os cristãos eram perseguidos, presos e aos montes, eram dados as feras como banquete.

Em todos os relatos, os cristãos íam cantando e felizes para a morte.

Esta cena lembrou-me o terror nazista, quando os judeus caminhavam em bloco para o chuveiro, claro que não sabiam do fim e nem íam cantando.

Juntando tudo isso aos noticiários de hoje sobre a invasão em Gaza, lembro de um pai brasileiro que implorando para que sua filha viesse para o Brasil ela responde que se morrer lá, será enterrada como mártir. Essa é a visão dos homens bombas.

E nós aqui ocidentais, emocionais até o último limite da honra, sofremos com as perdas e lutamos até o fim para nos mentermos vivos neste plano.

Misturei tudo e fervilhei porque, é assim que se encontram meus neurônios frente a este assunto , a morte.

Trabalho para entender e aceitar a passagem. Tenho a clareza teórica, até por questões religiosas, mas admito que não me sinto confortável frente ao assunto.

Lembrando Chico Xavier e a doutrina, acho que falta fé.

Será egoísmo?

É preciso evolução!

sábado, 10 de janeiro de 2009

BABACA, Eu?

Acabei de ler um e-mail que recebi, do Arnaldo Jabour. Acredito que muitos já o tenha lido, falando da qualidade de ser babaca, que o brasileiro tem.
Claro que no primeiro momento choca, porque ninguém quer ser tachado de babaca, quando acreditamos ser um povo "tudo de bom", mas é por isso mesmo. Tudo passa batido. A indignação é efêmera, demais até, não afeta e não muda nada.
Lendo o referido e-mail, lembrei-me, que na semana passada estava sem caber nas minhas roupas (e não foi por causa da comilança do Natal), ao ler a notícia sobre a reforma nos apartamentos dos deputados, que ficará mais ou menos em 300.000, a segunda parte. SOCORRO!!!!!
Quase um apartamento na Vieira Souto!
Eles vão colocar porcelanato no ap todo e banheira de hidromassagem , para que nossos queridos possam relaxar da dureza, que é ficar em Brasília por três dias.
Essa galera sabida, que passeia no Congresso e que legisla em causa própria, tá me chamando de quê? BABACA.
A mim não, nós todos, que assistimos ralando e pagando caro, por essa mordomia.
Brasília é sim, a Ilha da Fantasia, na verdade por causa de alguns, a cidade leva a pecha de ser um Carnaval constante, e adivinha quem sai fantasiado de bobo da corte?!
Tenho que , dessa vez ,concordar com Jabour!