As notícias que permeiam o cotidiano são muitas e sobre os mais variados tipos de violência. Algumas nos assustam e nos deixam perplexos; com outras já nos acostumamos, lamentavelmente.Por ocasião da prisão dos cinco agressores da empregada doméstica, - que vale ressaltar, deixou material reflexivo para pais ausentes! _ estava eu, assistindo ao Jornal do Boechat,_ diga-se de passagem, um dos poucos na nossa televisão que vai além da notícia_ e surpreendi-me! Boechat estabelecia uma analogia entre a atitude dos adolescentes da Barra e um jogo de computador chamado G.T.A.Todos nós sabemos que benefícios e malefícios os computadores nos reservam. Sabemos também o quanto é árdua a luta que travamos com esta ferramenta frente aos mais variados e “interessantes” recursos oferecidos aos nossos adolescentes. Ouço sempre reclamações de meus alunos e de seus pais sobre as dificuldades quanto ao tempo dedicado ao aparelho. Mas, voltando... Resolvi inteirar-me do que significava G.T.A. e lembrei-me da aterrorizante situação que o mundo viu partindo de Columbine, que resultou no documentário de Michael Moore e que tinha a ver com um jogo de computador. Assustei-me!G.T.A. é um jogo livre nas lans houses, disponibilizado às nossas crianças. Violento! Absurdo!Assustei-me novamente, quando descobri que quase todos os adolescentes ao meu redor, possuem ou já “brincaram” com este jogo. Apurei como adquiriram: Comprei! Ganhei! É do meu primo... Não importa, o que quero levantar é o quanto estamos, por falta de tempo, entregando a formação dos nossos meninos a algo tão sério. É a banalização do existir e do conviver.Extremamente preocupada, quero que minhas palavras sirvam de alerta aos pais e responsáveis, para que participem da aquisição de CDs e DVDs de seus filhos. Sugiro que os ouçam e assistam antes e estabeleçam um momento de avaliação em conjunto.Nossa agenda de provedores é carregada, nossos vínculos abundantes e, nos tempos atuais, não podemos fazer o que foi sugerido um dia por Demócrito que é: ”ocuparmos de pouco para sermos felizes”. Sendo assim, façamos o que for possível para melhorar a qualidade relacional visando o bem comum.Longe de nós, entregarmos nossos filhos à justiça e termos que um dia ficar procurando justificativa para o que deixamos de fazer.
Por seres humanos melhores!Fiquemos em paz!
Márcia Mello – Coordenadora Pedagógica do Cresça – Centro de Realização CriadoraPsicopedagoga/ especialista em Educação Inclusiva
quarta-feira, 11 de julho de 2007
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